Ora agora mandas tu;
Pareces o camafeu,
Que deita a mão no baú.
São João, ó São João,
Não sei onde é o teu lar,
Se no céu, se na ilusão,
Dos que querem acreditar.
O povo só quer folia,
E suas mágoas abafar,
Dançando de noite e dia,
Sempre, sempre sem cessar.
Come-se muita sardinha
Assada numa fogueira,
E se for bem regadinha,
Dança-se a noite inteira.
Eles te chamam de João,
Sem saberem quem tu és.
Têm-te no coração,
Na cabeça e nos pés.
Uns te chamam de Baptista!
Discípulo d'amizade?!
Não procuram uma pista,
P'ra saberem a verdade.
Os PAPAS em bebedeira, Querem-nos impingir isto: Única e Verdadeira, Como «Igreja de Cristo». A «igreja» é uma trapalhada, Dos «padres», uns intrujões; Clero, conversa fiada E os «abades» uns glutões. Uma Igreja imaculada, (Ef.5,27) Cristo disse que fundava, Diferente desta alhada; Era isto o que eu pensava. A «ROMANA» padralhada, Cozinhou-a ao seu sabor, 'Té parece uma piada De sofrimento e de dor. É o «reino dos céus» do clero A enganar o pobrezito, C'um «vale de lágrimas» vero, C'um tormento infinito. Ó Cristo, vem cá à terra, Tirar esta confusão; Matar a «besta» que ferra; (Ap,19) Mostra-lhe a Tua missão.. |